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Celebrar o Natal



"Que me importa que Cristo haja nascido ontem em Belém, se não nascer hoje na minha alma?" 
- Angelus Silesius

Local: Galeria Santa Clara - Coimbra
Data: sábado, 12 de Dezembro, 15h-19h
ENTRADA LIVRE

Apesar deste evento estar anteriormente marcado para o passado dia 5 e de ter sido cancelado por diversas razões, e tendo em conta a natureza e importância desta data num espírito ecuménico e de diálogo inter-religioso, foi feito um esforço para que esta celebração possa na mesma ser feita num contexto ligeiramente diferente da anterior.

Assim celebraremos o Natal num espírito ecuménico, recordando o seu simbolismo universal e a convergência das tradições budista e cristã na experiência espiritual profunda e não-dogmática do Triplo Refúgio – Buda, Dharma e Sangha - e da Santíssima Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo. Dialogaremos com textos e mestres da tradição budista e cristã como Longchenpa e Mestre Eckhart, Thich Nhat Hanh e Angelus Silesius. A reflexão será complementada com práticas meditativas e mantras segundo a tradição budista e cristã (neste caso na linha dos ensinamentos de John Main, Lawrence Freeman e Jean-Yves Leloup). Descobriremos por experiência directa que o sentido mais profundo do Natal é o do nascimento em nós, Aqui-Agora, da consciência desperta e amorosa a que se chama Buda e Cristo.

Este evento corresponde ao pedido expresso por Sua Santidade o Dalai Lama, por ocasião da sua última visita a Portugal, em 2007, de que a comunidade budista portuguesa investisse no diálogo inter-religioso e inspira-se na visão ecuménica do XIV Dalai Lama, de Agostinho da Silva e de Thich Nhat Hanh.

Esta celebração será orientada por Paulo Borges. Professor de Filosofia da Religião e de Pensamento Oriental na Universidade de Lisboa. Cofundador e ex-presidente da União Budista Portuguesa (2002-2014). Ex-presidente (2005-2013) e membro da Direcção da Associação Agostinho da Silva. Cofundador e presidente do Círculo do Entre-Ser. Praticante desde 1983 e professor de meditação e budismo desde 1999, tendo orientado centenas de aulas, cursos, workshops e retiros em todo o país. Autor de 43 livros, entre os quais “Tempos de Ser Deus. A espiritualidade ecuménica de Agostinho da Silva” (2006), "O Budismo e a Natureza da Mente" (2006, com Carlos João Correia e Matthieu Ricard), "Descobrir Buda" (2010), “É a Hora! A mensagem da Mensagem de Fernando Pessoa” (2014), “Quem é o Meu Próximo?” (2014) e "O Coração da Vida (guia prático de meditação)" (2015)

Indie Songs Don't Lie :: Jennifer Castle



A Pitchfork chamou-lhe um enigma escondido à vista de todos. Oriunda da cidade de Toronto, Jennifer Castle não terá, entre o grande público, a visibilidade de que gozam nomes como Angel Olsen, Marissa Nadler, Sharon van Etten, ou da também canadiana Neko Case; porém, tal não significa um menor reconhecimento do seu trabalho, em particular por parte da imprensa especializada e daqueles mais atentos que mergulham nas águas mais profundas da indie norte-americana.

Tendo pontualmente emprestado a sua voz a projectos como os Constantines, Fucked Up ou Doug Paisley, o seu segundo e mais recente disco, intitulado “Pink City” (2014), conta com a preciosa colaboração de Owen Pallett (Arcade Fire), que assina os arranjos do mesmo. Acomodando as vocalizações num denso manto de cordas ou apenas pontuando a sua dimensão de storyteller, a participação do músico canadiano veio sublinhar com mestria as qualidades de Castle.

Por vezes comparada a Joni Mitchell, é no encontro entre a riqueza lírica das suas composições (explorando a poesia subjacente à vivência diária) e a pureza da sua interpretação, que repousa o elemento diferenciador de Jennifer Castle.

Aproveitando a sua presença pela Europa para a apresentação de “Pink City”, a Lugar Comum e a 
Galeria Santa Clara têm o prazer de receber a singer-songwriter canadiana, no próximo dia 19 de Abril (Domingo), pelas 17 horas. Promessa de um final de tarde diferente, revelando uma das mais interessantes vozes da indie folk actual.

Curso de Introdução à Meditação com Paulo Borges



Estar fisicamente num lugar enquanto a mente se passeia algures não é difícil, toda a gente sabe fazê-lo: a maior parte do tempo a mente está dispersa, galopando para todos os lados. Saber centrá-la e descontraí-la constitui um verdadeiro trunfo, particularmente num mundo onde projectos e as actividades nunca acabam. Observar regularmente a mente para verificar a sua orientação é um hábito a adquirir. Deste modo, pouco a pouco, nasce em nós uma autêntica abertura, a qual nos permite tomar uma atitude construtiva em todas as circunstâncias. Uma tal atitude revela-se preciosa na vida quotidiana. Um estado de mente negativo, pelo contrário, dá origens a tensões que acabam por perturbar a comunicação, que seja no seio da família ou da vida social e profissional. Tudo (o que acontece) está estreitamente ligado à perspectiva que escolhemos adoptar. Com um estado de mente positivo, podemos transformar todas as nossas actividades. Mesmo tarefas chatas (fastidiosas, cansativas, secantes) acabam por se tornar interessantes e as tensões interiores que elas ocasionavam anteriormente desaparecem... Quando ficamos alguns minutos na paz e sem tensões, vemos melhor em nós mesmos. Com o tempo esta faculdade torna-se natural. Conscientes no imediato do que se passa na mente, deixamos de ser apanhados por sentimentos negativos (aflições, ódios, intrigas) ou por pressões.




Encontro com a Ilustradora Joana Rita




"Todos por Um Risquinho"

«Um risco misterioso numa parede branca é o pretexto para pôr toda a gente em volta a pensar, imaginar, conjecturar e até a ir buscar uma especialista para o limpar. Em vão, já que o "risquinho" não se deixará apagar. "Ainda lá está."»

Texto | Alexandre Honrado
Ilustração | Joana Rita
Edição | Bertrand Editora