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UM BURACO NO TAPETE #5

UM BURACO NO TAPETE #5

A ALEMANHA AO NU

A Alemanha é um país que exporta muito (em excesso) e tem uma estrutura financeira sólida, mas só. A sua economia não cresce (0,7 % em 2012 - Wikipedia), os protestos estão ao rubro (segundo um artigo do sociólogo económico e director do Max Planck Institute, em Colónia, publicado no Guardian, “a onda de greves (…) é outra faceta da desintegração inexorável” do modelo alemão) e a pobreza alastra.
Segundo o Deutsche Welle, a “Alemanha tem o maior nível de pobreza desde a Reunificação”, com 12,5 milhões de pobres (15,5 por cento). “A pobreza nunca foi tão grande e a disparidade regional nunca foi tão profunda”, afirmou o director da Paritätischer Wohlfahrtsverband. “De modo geral, o ranking dos estados mostra uma república esfarrapada”.

UM BURACO NO TAPETE #4

UM BURACO NO TAPETE #4


O «BCE» É UM BANCO PRIVADO

A acusação de que o BCE é um banco privado é feita em alguns blogs e comentários. Não o é “avant la lettre”, mas é-o na prática, com uma estrutura de capital em que cerca de 30 por cento não pertence sequer à zona euro, incluindo o seu terceiro maior accionista.
A maioria – 70 por cento – pertence aos países do euro e os seus dois maiores accionistas são a França e Alemanha, respectivamente com 18 e 14 por cento, seguidos da Inglaterra, também com quase 14 por cento, um dos nove accionistas que não pertencem ao euro.

UM BURACO NO TAPETE #3

UM BURACO NO TAPETE #3


GERMONEY EM VENEZA
NO PAVILHÃO DA ALEMANHA

Os artistas alemães presentes na 56.a Bienal de Veneza, manifestaram a sua indignação instalando, na fachada do pavilhão da Alemanha, uma bandeira grega com a inscrição: “Germoney”.
A realizadora Hito Steyerl, na sua página no Facebook, declarou: “Estamos solidários com o povo da Grécia e de todos os lugares que sofrem com a austeridade. Enquanto trabalhadores da cultura e artistas, exigimos o fim da austeridade para a saúde, cultura e educação, numa altura em que o financiamento público para os bancos e oligarcas parece não ter limite”.
A iniciativa está entretanto a correr nas redes sociais, com inúmeras imagens da bandeira.

Um buraco no tapete #2

UM BURACO NO TAPETE #2


FIXIT OU A SAÍDA DA FINLÂNDIA

“Finlândia, e não a Grécia, poderá ser o primeiro país a abandonar o euro, defende a economista alemã Ulrike Herrmann num artigo publicado no diário alemão Die Tagszeitung”. Herrmann, segundo um texto publicado no “Sputnik”, afirma que “o governo alemão vê com nervosismo esta possibilidade”, mas considera pouco provável que os finlandeses optem pelo abandono do euro porque esta medida “deixá-los-ia indefesos perante a Rússia”.
A economista refere, no entanto, que em caso de crise generalizada na eurozona, o resultado poderia ser inesperado porque “não seriam os gregos os primeiros a abandonar o euro, mas os finlandeses”.


Um buraco no tapete #1


UM BURACO NO TAPETE #1


DOMINAR A DÍVIDA
É DOMINAR O MUNDO?

Há quarenta anos a esta parte os bancos apostaram na máxima de pôr tudo e todos a dever: pessoas, empresas, municípios, países...

             1. “A ideia de que a Grécia não poupou o suficiente é simplesmente ridícula”. A afirmação é de Simon Wren-Lewis (professor de política económica da Universidade de Oxford), num texto publicado no Deutsche Welle (versão espanhola) sob o título “Alemania lucha contra lo obvio”. 

             2. A Grécia foi sujeita “a uma política de poupança draconiana”, o que destruiu a economia (uma quebra de 25 por cento do PIB) e levou o país ao colapso.