Alma Azul: O Banquete - Em nome da Beira



A Alma Azul promove no próximo dia 1 de Novembro, às 18 horas, na Galeria Santa Clara, em Coimbra, O Banquete, integrado no seu projecto Em Nome da Beira, que desenvolve desde 2009.
Em Coimbra vão estar em destaque três Serras da Beira Interior: Serra da Malcata, da Estrela e da Gardunha.
A representar a Serra da Malcata estará o Mel;
A da Serra da Estrela: requeijão com doce de abóbora;
A Serra da Gardunha estará representada pelas suas Fontes de Água.
Para acompanhar este Encontro com as Serras da Beira, e os seus produtos ancestrais, a leitura do conto tradicional da Beira: A Raposa e o Sapo, fixado pelo etnógrafo Jaime Lopes Dias.
A iniciar um novo programa de divulgação de textos clássicos, a Alma Azul junta a esta iniciativa a Leitura (com várias vozes) de um fragmento de O Banquete, de Platão. Em concreto: a narração de Sócrates do seu encontro com Diotima, e a sua dissertação sobre o Belo e o Amor.
As inscrições para este evento são gratuitas, mas limitadas, e devem ser feitas através do alma-azul@alma-azul.pt ou pessoalmente no Atelier Adega do Meio, da Galeria Santa Clara, aberto das 14 às 20 horas, de segunda a domingo, até ao próximo dia 30 de Outubro.

A propósito da peça construída por André Banha na Galeria Santa Clara e apresentada no dia 13 de Outubro de 2012



 
A sabedoria dos instintos, protagonizada por Dionísio, deus do vinho e a sabedoria das profundezas, do inconsciente, representada desde tempos imemoriais pela serpente confundem-se nas formas orgânicas e contorcidas da videira e da serpente.
Eva quando, desafiada pela serpente, come a maçã está, simbolicamente, a aceitar tomar consciência, a individualizar-se, a responsabilizar-se…pelo contrário, o vinho ausenta-nos da realidade e de nós próprios. Faz-nos regressar ao nível dos instintos. No entanto, abstractamente, a forma dos dois símbolos é idêntica, na videira e na serpente, tal como nos é apresentada pelo Yin e pelo Yan que, com duas cobras entrelaçadas, representa a união dos opostos.
Na escultura construída na Galeria Santa Clara, André Banha, seguindo a cadência das antigas e grossas cepas de videira existentes na casa, cria uma forma orgânica idêntica com misteriosa força animal que se ergue gritando a cidade.
Dentro da escultura adivinha-se luz, vida! Luz que jorra para o exterior sugerindo uma ligação telúrica às profundezas de Réa ou de Gaia (Terra) através das raízes desta criatura criada em madeira.
Feita de natureza, depois de assistirmos ao seu nascimento, iremos assistir à sua transformação até que desapareça e regresse de novo à Terra.
Será este o tema da peça que André Banha nos oferece ou representará antes uma imagem mais contemporânea da necessidade de uma divindade que nos traga uma luz de verdadeira sabedoria nestes tempos em que o materialismo cru domina por falta de afirmação da individualidade e autenticidade de cada um?
Uma criatura que desenterra e serve de canal para trazer à superfície tudo que está escondido nas profundezas confrontando-nos com uma realidade feita de ausência de princípios e valores, pautada por interesses materiais na qual as pessoas são apenas peças de palco para uns quantos encantadores?
Sugerindo que, como as serpentes também nós precisamos mudar de pele, renascendo para uma nova forma de estar assumidamente individualizada e iluminada, responsável e responsabilizante?
Ou “apenas”, rigorosamente, uma belíssima peça fruto de um momento de iluminada inspiração?
Olga Maia Seco
Directora da Galeria Santa Clara
Outubro 2012 




Inauguração da Exposição de Artes Plásticas e apresentação do espaço Atelier Adega d’ Meio e da escultura de André Banha


Sábado, 13 de Outubro, pelas 18 horas, a Galeria Santa Clara, a Editora Alma Azul e o Atelier Adega d’ Meio vão inaugurar a Exposição de Artes Plásticas de Lúcia Maia “O Presente faz-se pondo lá coisas”, apresentar o Atelier Adega d’ Meio e a escultura de André Banha que está a ser construída na esplanada da Galeria. Estamos a contar com o seu apoio amigo neste momento agradável e importante de apresentação pública das nossas actividades

"O presente faz-se pondo lá coisas" de Lúcia Maia - 2012




“Melhor que aquele que conquista cidades é aquele que se conquista a si mesmo”, provérbio de Salomão, é uma imagem de perseverança, qualidade fundamental para quem estabelece metas, considerando que a mais difícil de alcançar é a nossa própria identidade.
Os trabalhos de Lúcia Maia, nesta exposição, reflectem o valor que atribui à perseverança e à afirmação de uma identidade.
Os temas abordados são elucidativos deste subconsciente temático: a liberdade, João Paulo II, Mandela, Zeca Afonso, Manuel de Oliveira são personalidades com identidades fortes facilmente identificáveis por todos nós … Os “estados de alma” remetem inclusivamente para uma entidade, autónoma da persona, com vida própria, a Alma.
As personalidades e até os sucessos desportivos são utilizadas como indicadores de atitudes perseverantes fundamentais para atingir objectivos não apenas materiais mas igualmente espirituais. Esta demanda mística acontece num mundo caótico em profunda transformação de onde se espera surja “uma nova vida”, “outra dimensão”, como é anunciado no trabalho XXVII dos “estados de alma”.  
As técnicas utilizadas são diversas, como aliás acontece ao longo de toda a sua carreira. As aguarelas utilizam-se para transmitir uma interpretação mais poética e diáfana, as assemblagens para um estado geral dinâmico, realista, cru, dos acontecimentos e vidas. Nos “estados de alma”, onde se cruzam emoções diversas, recorre naturalmente a todo o tipo de materiais.
O resultado é uma excelente exposição que a Galeria Santa Clara tem o prazer de oferecer.
Olga Maia Seco
Directora da Galeria Santa Clara
Setembro 2012



ATELIER ADEGA DO MEIO

Este é um projecto da Galeria Santa Clara que reúne artistas e livros num espaço partilhado, no coração da casa: um espaço que de adega passou a atelier.
Intentamos promover a cultura nacional e designadamente a cultura que nos é mais próxima dando visibilidade aos artistas/designers portugueses mas também à cultura tradicional genuína.
Criámos um espaço onde proporcionamos a oportunidade de conhecer vários artistas plásticos e adquirir peças únicas directamente ao produtor.
O espaço é disponibilizado como se de um atelier privado se tratasse.
Em parceria promovemos eventos e actividades nas áreas das artes plásticas, música, cinema, performance e organização de workshops.
Neste momento os trabalhos apresentados vão do papel maché às sedas pintadas à mão, do desenho às técnicas de bijuteria contemporânea. Da fotografia à pintura. De uma estética nova à revisitação do tradicional.
Funciona diariamente entre as 14h e as 20h;
à sexta e sábado também das 22h às 24h.
Logotipo da autoria de Alexandra Almeida (www.avedouda.com)

Alma Azul: DIA MUNDIAL DO PROFESSOR